Companheira de venezuelano morto em João Pessoa acredita em engano no assassinato


Dois suspeitos já foram presos pelo crime que matou o venezuelano e também um turista mato-grossense, na mesma noite no bairro do Bessa, em João Pessoa. Outras duas pessoas seguem sendo procuradas pela polícia, porque teriam envolvimento nos crimes. Venezuelano foi morto na própria casa que morava no bairro do Bessa, em João Pessoa TV Cabo Branco A companheira do venezuelano Juan Tabasc, morto na noite de terça-feira (2), no bairro do Bessa, em João Pessoa, por um grupo criminoso formado por quatro homens que entraram na casa dele e dispararam cerca de 30 vezes, disse que acredita que o assassinato do companheiro aconteceu por engano. Segundo ela, Juan morava na casa onde tudo aconteceu há pouco tempo e o morador anterior teria envolvimento com ações criminosas. Em entrevista para a TV Cabo Branco, a companheira Orialis Plaza, disse que Juan Tabasc não estaria envolvido com qualquer situação criminosa que poderia motivar algum tipo de retaliação por parte de grupos ou facções. Além disso, ela afirmou que no lugar onde aconteceu o crime, outra pessoa já havia residido e que os suspeitos poderiam ter ido atrás dele e não do marido. “Porque antigamente, a gente não sabia, mas o povo falava e disseram que morava um menino que estava envolvido (com atos criminosos), então a casa ficava só. Depois alugaram a casa para o meu marido, que não sabia nada”, ressaltou. Sobre a possibilidade da morte ter acontecido por engano, o g1 entrou em contato com a Polícia Civil. O delegado Everaldo Medeiros disse que maiores detalhes sobre a investigação não podem ser revelados e que “todas as linhas de informações serão investigadas”. A companheira Orialis Plaza disse ainda que Juan Tabasc nunca foi preso e que a família, que era composta pelo casal e mais quatro filhas, estava na Paraíba há cerca de um ano. Inicialmente, ambos moravam juntos no bairro do Renascer, em Cabedelo. No entanto, o casal teve que ir para casas diferentes, em bairros diferentes, na capital João Pessoa muito recentemente, por conta dos trabalhos realizados por cada um deles. O homem trabalhava no bairro do Bessa, como churrasqueiro, e ela no bairro do Cristo. Três filhas ficavam com ele e um com ela. “A gente morava junto antes, no Renascer. Ele saiu dali para trabalhar mais perto desse outro trabalho. Só separamos de casa, porque eu estava trabalhando aqui na Ceasa”, explicou. Além disso, Orialis cobrou justiça pela morte do companheiro, que segundo ela, foi morto sem saber o que estava se passando com ele. “Tem que pegar os suspeitos, porque ele foi morto sem saber de nada, injustamente", ressaltou. A viúva afirmou que vai continuar morando em João Pessoa e tentando ganhar a vida para sustentar as quatro filhas que Juan deixou, com apoio de familiares que também estão na cidade, sem cogitar a possibilidade de retornar para a Venezuela. "Vamos levar eles ainda para um psicológo, porque eles estão mal", disse a companheira que afirmou também que três filhas estavam no momento em que os quatro suspeitos entraram na casa de Juan e que ele ainda teria escondido uma das crianças para que não sofresse qualquer problema. Como não é casada oficialmente com Juan, a mulher precisou da documentação da filha mais velha do casal para conseguir liberar o corpo, já que é necessário parentesco de primeiro grau para conseguir isso e, posteriormente proceder com o enterro no cemitério do Cristo, em João Pessoa. O enterro acontece na tarde desta quinta-feira (4). A Polícia Civil prendeu dois dos quatro suspeitos envolvidos no crime. Outros dois ainda estão foragidos. LEIA TAMBÉM Turista de MT morto voltou mais cedo para o hotel no dia do assassinato Turista morto pelo mesmo grupo Márcio Paulino Oliveira foi morto dentro de um carro por aplicativo Reprodução/TV Cabo Branco Após entrar na casa de Juan Tabasc e matá-lo com cerca de 30 tiros, o grupo responsável pelo crime fez outra vítima na noite da terça-feira (2). Minutos depois, a Polícia Militar foi acionada. Uma das viaturas seguiu o sentido para onde os suspeitos fugiram e ouviram tiros próximo a um quarteirão no bairro do Bessa. O delegado Paulo Josafá, que participou da prisão em flagrante dos dois suspeitos, explicou o que aconteceu após a PM chegar no local. “Ao chegar no local, eles não encontraram ninguém, mas souberam que um motorista por aplicativo foi vítima de tentativa de latrocínio pelos suspeitos, em fuga. Como o motorista acelerou, eles atiraram e o carro foi atingido por vários tiros. Um deles também atingiu o passageiro, que foi levado pelo motorista para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oceania”, contou o delegado. O passageiro, identificado como Márcio Paulino Oliveira, era um turista de Mato Grosso. Ele chegou a ser atendido na unidade, mas não resistiu. Ainda ao longo da noite, no bairro do Bessa, após o turista ser baleado, a polícia conseguiu localizar os suspeitos próximos à Praça do Caju. Houve uma troca de tiros e dois dos suspeitos, de 20 e 25 anos, se renderam, e foram presos. Os outros dois fugiram. PC investiga motivação para ataque a tiros com morte de turista e Venezuelano Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Dino

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