Empresário é preso suspeito de atrair investimentos em hortaliças e dar golpe de mais de R$ 120 milhões


Prisão aconteceu na zona rural de Lagoa Seca. Segundo delegado, suspeito atraía investidores em cultivo de hidropônicos ao prometer lucros acima da realidade do mercado financeiro. Empresário Jucélio Pereira de Lacerda foi preso suspeito de atrair investimentos em hortaliças e dar golpe de mais de R$ 120 milhões Hort Agreste Hidroponia/Divulgação O empresário Jucélio Pereira de Lacerda foi preso na manhã desta quarta-feira (7), na zona rural de Lagoa Seca, na região de Campina Grande, por suspeita de estelionato qualificado e formação de quadrilha, em um esquema de investimentos em cultivo de hortaliças hidropônicas em que ele não efetuava os retornos prometidos. De acordo com as investigações, a fraude cometida pelo suspeito pode ter causado um prejuízo de mais de R$ 120 milhões nos últimos dois anos. LEIA TAMBÉM: CASO FIJI: Justiça Federal torna réus três sócios por fraudes contra o sistema financeiro CASO BRAISCOMPANY: ex-funcionário preso na Argentina é transferido para presídio em Campina Grande Ele foi preso por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Segundo o delegado Elias Rodrigues, ele está preso em Lagoa Seca, e o caso segue em investigação. O g1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito. O processo está em segredo de justiça. De acordo com o delegado Elias Rodrigues, o suspeito possui uma fazenda de cultivo de hortaliças hidropônicas, que são vegetais plantados na ausência de solo, apenas com água e nutrientes necesários. Ele oferecia investimentos nesse cultivo, com a justificativa de que a manutenção do plantio é cara, e prometia em troca lucros acima da realidade do mercado financeiro. Quando chegava a época do investidor começar a receber seus retornos financeiros, os pagamentos não eram efetuados. Vítima relata promessas fora da realidade O g1 teve acesso a um boletim de ocorrência feito por uma das vítimas do golpe contra o empresário. Segundo a denúncia, foram prometidos rendimentos mensais de 7% para Tomate Tipo 1 durante 12 meses e 10% para Tomate Tipo 2 durante 24 meses. Após os prazos informados, o investidor teria acesso ao percentual de 30% a título de participação nos lucros. O denunciante alega que investiu e realizou o pagamento de mais de R$ 180 mil em outubro de 2023, mas desde o dia 15 de novembro não vem recebendo seus pagamentos. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Dino

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