Nave “monstra” Starship de Musk decola com sucesso pela 1ª vez, em marco rumo a Marte

A Starship, da SpaceX, conseguiu colocar satélites em órbita pela primeira vez, um marco importante para a empresa de Elon Musk após um ano marcado por explosões em voos de teste e atrasos no desenvolvimento.

A missão desta terça-feira, a partir da base de lançamentos no Texas, aproxima a SpaceX da possibilidade de usar a Starship para enviar satélites da constelação Starlink e, eventualmente, substituir de vez o Falcon 9, foguete que hoje é o carro-chefe da companhia.

O voo de teste relativamente estável contrasta com os fracassos anteriores: os dois primeiros lançamentos de 2025 explodiram em poucos minutos, um terceiro falhou ao tentar liberar satélites de teste e saiu de controle, e outro foguete Starship explodiu em junho durante o abastecimento em solo.

O sucesso reforça a filosofia de Musk de “voar, falhar e corrigir”, abordagem que transformou a SpaceX na principal empresa de transporte espacial do mundo — e também uma das mais valiosas.

Um propulsor SpaceX Super Heavy transportando a nave espacial Starship decola em seu 10º voo de teste na plataforma de lançamento da empresa em Starbase, Texas, EUA, em 26 de agosto de 2025. REUTERS/Steve Nesius

Ainda assim, há um longo caminho pela frente até que a Starship esteja pronta para levar pessoas a destinos distantes como a Lua e, sobretudo, Marte, o objetivo final idealizado pelo fundador da companhia e hoje homem mais rico do mundo.

Um dos maiores desafios será desenvolver a capacidade de reabastecer as naves em órbita, algo que a SpaceX pretende testar pela primeira vez no próximo ano.

A empresa também precisa comprovar que a Starship pode retornar à Terra totalmente intacta, condição essencial para cumprir a promessa de que o veículo será totalmente reutilizável.

No voo desta terça-feira, pedaços da nave foram vistos se desprendendo quando ela atravessava a atmosfera terrestre. O veículo pareceu explodir após cair no Oceano Índico.

Os apresentadores da transmissão ao vivo da SpaceX disseram, no entanto, que o objetivo do teste era justamente forçar os limites da nave.

“Ver coisas assim ainda é valioso para nós”, disse Dan Huot, gerente de comunicações da SpaceX, durante a live. “Estamos tentando levar o veículo ao limite para aprender quais são esses limites enquanto projetamos a próxima versão da Starship.”

A NASA já concedeu contratos de cerca de US$ 4 bilhões para que a SpaceX use a Starship em missões tripuladas à superfície lunar.

Mas a empresa ainda precisa demonstrar que o foguete consegue entrar em órbita, liberar satélites e retornar totalmente intacto.

Um propulsor SpaceX Super Heavy transportando a nave espacial Starship decola em seu 10º voo de teste na plataforma de lançamento da empresa em Starbase, Texas, EUA, em 26 de agosto de 2025. REUTERS/Steve Nesius

No voo de terça-feira, a Starship chegou a religar brevemente um de seus motores Raptor em um teste em pleno espaço. A capacidade de reiniciar motores será crucial para manobras orbitais e para a saída controlada de órbita.

A SpaceX já mostrou em dois voos que consegue recuperar o Super Heavy booster — o estágio inferior do foguete — em pleno ar, usando braços mecânicos gigantes. Mas, desta vez, optou por não retornar o propulsor à base, conduzindo-o a um pouso controlado no mar, próximo à costa dos EUA.

A companhia também voltou a testar os blocos do escudo térmico da Starship, que revestem a fuselagem e protegem a nave do superaquecimento durante a reentrada. Ainda assim, as asas móveis do foguete sofreram danos, com partes se soltando na descida.

©️2025 Bloomberg L.P.

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Agência Brasília

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