Bolsa, cripto, fundos ou títulos públicos? Pesquisa da Anbima mostra como investe cada geração

SÃO PAULO – Mais do que roupas, expressões e hábitos diferentes, as diversas gerações de brasileiros, dos baby boomers à mais nova geração Z, também têm comportamentos distintos quando o assunto é investimentos.

Enquanto as carteiras dos brasileiros mais velhos seguem concentradas em aplicações mais conservadoras, como a poupança e outros títulos de renda fixa, os mais novos já vão para a Bolsa e se arriscam até no mundo das criptomoedas. É o que mostra pesquisa “Raio X do Investidor”, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha.

De acordo com o levantamento, a geração X (41 a 56 anos) é a que mais deixa recursos na caderneta, com 32,5% dos entrevistados. Os boomers (57 a 75 anos) lideram os investimentos em títulos privados (7,1%), fundos de investimento (5%) e planos de previdência (3,6%).

Entre os millennials (25 a 40 anos), 5,1% investem na Bolsa e 3,8% em títulos públicos via Tesouro Direto – mais do que qualquer outra faixa etária pesquisada.

Já na geração Z (9 a 24 anos), 2,8% dos entrevistados investem em moedas digitais, superando os demais grupos etários.

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Quando questionados sobre o conhecimento acerca de produtos financeiros específicos, a geração Z diz ter maior informação sobre criptomoedas (6,3%) e ações (26%).

Ainda segundo a pesquisa da Anbima, os boomers são a geração com o maior percentual de pessoas com conhecimento espontâneo sobre a caderneta de poupança (35,2%), títulos privados (16,4%) e planos de previdência (5,4%).

Já os millennials se destacam pela maior parcela de conhecedores de títulos públicos (Tesouro Direto) (19,6%) e fundos de investimento (14,6%).

Apesar de ser a maior parcela investidora de criptomoedas, a geração Z é a que tem menos conhecimento sobre investimentos em geral e a que menos utiliza produtos financeiros, segundo a Anbima.

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De acordo com o levantamento, 58,3% dos jovens dessa geração não guardam dinheiro e 7,6% não aplicam recursos em nenhum produto financeiro, seja caderneta de poupança, fundos de investimento ou ações.

Em seguida, aparecem os boomers (57,6% não investem), a geração X (54,6%) e os millennials (50,4%).

“É natural que a geração Z apresente menor conhecimento sobre o tema, porque reúne muitas pessoas que começaram a trabalhar recentemente e são poucas as que pensam em planejamento financeiro e investimentos nessa etapa da vida”, explica Marcelo Billi, superintendente de comunicação, certificação e educação de investidores da Anbima

A pesquisa da Anbima, em parceria com o Datafolha, foi realizada entre os dias 17 de novembro e 17 de dezembro de 2020, com 3.408 pessoas economicamente ativas, que vivem de renda ou aposentadas, de 16 anos ou mais, pertencentes às classes A, B e C, nas cinco regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Do total de entrevistados, 18,5% fazem parte da geração Z (que representa aproximadamente 19,1 milhões de brasileiros). Os millennials, que respondem por 36,5 milhões de pessoas, foram o maior público do levantamento, com 35,2% dos participantes. A geração X, por sua vez, representa 24,8% dos ouvidos (e detém o equivalente a 25,7 milhões da população brasileira), enquanto os boomers somam 20,6% da amostra, para representar 21,4 milhões de brasileiros.

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Mariana d'Ávila

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