Secretaria Estadual de Saúde informou, nesta terça (6), que entre janeiro e o dia 26 de junho de 2021, foram confirmados 3.497 casos. No mesmo período de 2020, o estado confirmou 688 ocorrências. Mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika e chikungunya. Divulgação/Governo ES Em meio à pandemia de Covid-19, Pernambuco registrou um aumento de 473,7% nas confirmações de chikungunya. No primeiro semestre de 2021, foram 3.947 casos confirmados. No mesmo período de 2020, houve 688 ocorrências consolidadas nas estatísticas do governo. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) foram divulgados nesta terça-feira (6). As confirmações fazem parte dos registros feitos entre 3 de janeiro e 26 de junho deste ano. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, houve notificações de chikungunya em 111 dos 184 municípios do estado. Ainda segundo a secretaria, houve redução nas confirmações de dengue, no mesmo período. No primeiro semestre de 2021, o governo confirmou 3.152 casos. Em 2020, foram 6.437 confirmações. A queda chegou a 51%. Em relação à zika, foram confirmados dez casos no estado, no primeiro semestre de 2021. No mesmo período de 2020, o governo confirmou 15 ocorrências. A redução, portanto, ficou em 33%. Os dados mostram o avanço da doença desde o início de 2021. Entre 3 de janeiro e 1º de maio maio, o estado informou que o aumento de confirmações de chikungunya tinha atingido a casa de 148%, no comparativo com o mesmo período de 2020. No Recife, por exemplo, a prefeitura lançou um serviço através da plataforma ConectaRecife para que a população possa denunciar locais que sejam foco do mosquito. Sintomas Professora e jornalista Elanne Medeiros contou que teve chikungunya e sofreu de fortes dores pelo corpo Reprodução/TV Globo A jornalista e professora Elanne Medeiros relatou que teve chikungunya e sofreu com dores intensas pelo corpo. Os principais sintomas da doença são dores de cabeça e nas articulações, manchas na pele, náusea e febre. "Fui dormir normal, sem nada, mas acordei com uma febre muito alta, me tremendo, com corpo todo dolorido. Fiz uma teleconsulta e o médico já achou que era chikungunya", recordou. Ela contou que não conseguia sequer colocar os pés no chão e precisou ir ao hospital. "Depois, apareceram a vermelhidão e a coceira. [...] Me deram injeções para eu conseguir me mexer", disse. As consequências da doença podem ser sentidas por meses, explicou o chefe de reumatologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) Eliezer Rushansky. "Nós temos notado que o número de pacientes que têm chegado tem sido em uma progressão geométrica, lembrando a epidemia de 2016 [...] No mínimo, esses pacientes levam um ano para se recuperar totalmente", afirmou (veja vídeo abaixo). Pernambuco registra mais de 12 mil casos notificados de chikungunya este ano Dentro da unidade de saúde funciona o Centro de Referência em Infusão de Imunobiológicos, que presta atendimento para pacientes que tiveram sequelas reumatológicas devido à doença, localizado no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. "Tem a possibilidade de 50% de se tornar uma doença crônica. Inclusive, ela [chikungunya] pode ser o gatilho para o aparecimento de outras doenças como artrite reumatoide", explicou o médico. De acordo com o especialista, o tratamento pode levar meses ou até anos. "Nós temos pacientes da epidemia que aconteceu em 2016 [...] que continuam com nosso acompanhamento, mas agora tendo uma boa qualidade de vida". "Nós estamos vivendo agora essa situação de chuva, muita água parada. A Covid tomou conta de tudo, então houve um relaxamento geral. Mas temos que ter muito cuidado", afirmou o médico. Ele reiterou que medidas simples como não deixar água parada podem evitar a reprodução do inseto que transmite a doença. VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias

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