Taurus deve pagar dividendos recordes após reestruturação, mas estratégia é sustentável?

Após nove anos, a fabricante de armas Taurus (TASA4) anunciou que voltará a pagar dividendos aos acionistas, e em valor recorde. Em processo de turnaround desde 2018, a distribuição prevista de R$ 194 milhões em proventos, que ocorrerá no dia 29 de abril, marca o fim de uma reestruturação considerada bem-sucedida e deve inaugurar uma nova fase para a companhia.

Considerando um total de 118 milhões de ações da empresa, o valor correspondente em proventos para cada ação preferencial (TASA4) e ordinária (TASA3) é de R$ 1,65. O valor é muito superior ao que foi pago na última vez que a companhia distribuiu dividendos. Em maio de 2013, a Taurus pagou R$ 3,49 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,027 por ação.

O valor pode diminuir alguns centavos, após serem contabilizados bônus de subscrição que estão sendo exercidos por investidores no momento. Os dividendos finais serão anunciados no dia 19 de abril. Apesar disso, o montante ainda é o maior já distribuído pela Taurus.

A reestruturação, que durou de 2018 a 2021, foi necessária devido a uma série de fatores que marcaram a história recente da companhia – e não apenas no aspecto financeiro.

O endividamento elevado foi só uma das dificuldades. No passado, a companhia enfrentou erros graves de gestão, acusação de fraude, más decisões de investimentos, além de diversos problemas em relação à qualidade dos seus produtos – envolvendo, inclusive, disparos acidentais que provocaram mortes.

Segundo Fabiano Vaz, analista da Nord Research, a antiga Taurus não investia na qualidade dos produtos, nem em novas tecnologias. Além disso, fazia investimentos que não eram condizentes com seu modelo de negócios – como a compra de uma fábrica de capacetes para motociclistas.

O peso recaiu sobre as vendas, e a Taurus acumulou prejuízos.

Uma nova diretoria, liderada pelo CEO Salesio Nuhs, assumiu em 2018 colocando para andar um tripé estratégico que visava recuperar a confiança do mercado. Era baseado na reorganização operacional da companhia, na reestruturação da empresa no Brasil e nos Estados Unidos e na criação de um centro tecnológico, com engenheiros para assegurar a qualidade e o desenvolvimento de novos produtos.

Segundo Nuhs, foi nessa gestão que a Taurus passou a enxergar os Estados Unidos – onde já tinha alguma presença – como uma via de crescimento para dar a volta por cima. Atualmente, o país representa 80% da receita da companhia. “Estados Unidos é o maior mercado de armas do mundo, qualquer fabricante que não tenha mais de 70% da sua produção vendida lá não tem uma boa participação no mercado americano”, aponta.

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Virada a página da reestruturação, investidores se questionam sobre o que ainda está por vir.  A Taurus agora se apresenta como uma empresa geradora de caixa e pagadora de dividendos. Ao mesmo tempo, a valorização das ações não deixou a desejar.  Nos últimos cinco anos, as ações TASA4 e TASA3 acumularam alta, respectivamente, de 1.262% e 1.370%, segundo a Comdinheiro.

Embora a companhia estivesse em reestruturação, o analista João Daronco, da Suno Research, justifica que a forte valorização foi fruto de um processo bem-sucedido de turnaround. “Melhoraram qualidade, diminuíram endividamento e ganharam market share“, afirma.

É hora de investir na Taurus? Se sim, o foco deve estar nos dividendos ou no potencial de valorização das ações? Além disso, num momento em que a preocupação com critérios ESG se torna cada vez mais urgente, faz sentido investir numa fabricante de armas? Para responder a essas questões, o InfoMoney entrevistou o CEO da Taurus, Salesio Nuhs, e consultou analistas especializados. Confira:

De onde vem a receita da Taurus?

A Taurus é atualmente líder no mercado de armas leves (revólveres e pistolas) no mundo. A sua principal fonte de receita é o mercado americano, que responde por cerca de 80% dos ganhos.

A companhia também tem presença na Índia, por meio de uma joint venture com o Jindal Group. Além disso, o mercado brasileiro é responsável por até 12% da receita. A empresa ainda exporta para mais de 100 países, principalmente participando de licitações.

Nuhs afirma que a companhia está focada no mercado civil, e não no militar, muito dependente de licitações. Por este motivo, a Taurus tem uma previsibilidade de geração de caixa maior.

Para 2022, o objetivo de Nuhs é manter a liderança na venda de armas leves nos Estados Unidos. Embora considere que o mercado não terá um forte crescimento e deve se manter estável, o objetivo da Taurus será ganhar participação com o lançamento de novos produtos.

Na Índia, a joint venture com o Jindal Group inclui a produção de fuzis para o mercado militar. Com a participação da empresa indiana, as chances de integrar licitações das forças armadas e policiais aumentam, beneficiando a receita da companhia.

Segundo Daronco, da Suno, o mercado da Índia é o que oferece o maior potencial para Taurus em 2022, dado que as forças armadas incluem mais de 1,3 milhão de integrantes, as forças de segurança têm um efetivo de mais de 1,4 milhão de policiais e a segurança privada conta com mais de 7 milhões de membros.

“O principal benefício para os investidores seria a exposição a um mercado com elevado potencial”, diz Daronco.

A fábrica de armas na Índia acabou de ser concluída e, segundo a Taurus, a previsão é de que a operação comece em menos de seis meses. De acordo com o CEO, a produção de armas deve ter início até o começo do segundo semestre deste ano. O investidor deve ver o impacto da operação ainda no balanço de 2022.

Como os dividendos alcançaram patamar recorde?

Conforme a companhia avançou no tripé estratégico da sua reestruturação, uma das frentes que passou a ser atacada foi o seu nível de endividamento.

“Quando a gente fez o primeiro Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo, em 2018, a nossa relação dívida/Ebitda era de 11,7 vezes. Em 2021, entregamos em 0,4 vezes. Isso é uma empresa fortemente geradora de caixa”, comenta Nuhs, CEO da empresa.

Mas antes de alcançar números saudáveis, a Taurus precisou absorver prejuízos de exercícios anteriores. O primeiro movimento nesse sentido – para fazer frente a R$ 740,7 milhões de prejuízos acumulados – foi uma redução de capital, que aconteceu em 2021. A conta negativa diminuiu para R$ 333,7 milhões na ocasião.

E para zerar a conta, Nuhs afirma que foi necessário abater as perdas restantes do lucro da Taurus no exercício de 2021.

Segundo o CEO, esta estratégia muitas vezes causa confusão entre os investidores. A companhia teve lucro de R$ 635 milhões no ano passado, dos quais foram descontados os prejuízos remanescentes de mais de R$ 300 milhões e ainda valores destinados a reservas legais. Restaram os R$ 194 milhões propostos como dividendos.

Segundo seu estatuto, a Taurus tinha a obrigação de pagar apenas 35% desse valor – ou seja, cerca de R$ 68 milhões (R$ 0,58 por ação). Mas a empresa decidiu distribuir 65% do lucro na forma de dividendos extraordinários – ou R$ 126,284 milhões, equivalentes a R$ 1,07 por ação.

Aos preços atuais, os dividendos totais representam um dividend yield (taxa de retorno com dividendos) de 6% a 7%. A distribuição está pendente da aprovação da Assembleia Geral de Acionistas (AGO). Quem tiver ações da Taurus até o dia 19 de abril terá direito aos proventos, pagos no dia 29 deste mês.

O valor por ação ainda pode sofrer uma leve variação para baixo por conta de uma subscrição de ações. Nuhs apontou ao InfoMoney que existiam 8 milhões de papéis disponíveis para subscrição até o dia 15 de abril. Se todas forem efetivamente subscritas, os investidores receberiam dividendos de R$ 1,54 por ação. O novo valor dos dividendos será divulgado em 19 de abril.

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Investidores questionam: os dividendos se sustentam?

Receber dividendos de R$ 1,65 por ação surpreendeu os investidores. Mas também surgiram dúvidas quanto à sustentabilidade dos pagamentos. Seria uma distribuição fora da curva, fruto de um ano positivo para a Taurus, ou é de se esperar uma remuneração equivalente nos próximos exercícios?

O professor de ensino médio Guilherme Santana de Oliveira questionou-se a respeito. Morador de Londrina (PR), ele conta que decidiu comprar TASA4 em outubro de 2021, quando os papéis estavam cotados a R$ 20,95, após ouvir de um analista que a empresa tinha receita dolarizada e baixa exposição ao mercado do Brasil.

Na época, ele adquiriu os papéis com foco na valorização, mas ao receber os dividendos se perguntou: “Será que a empresa consegue sustentar esse valor outros anos? Vender arma é um negócio que gera caixa e receita crescente?”

Atualmente, no seu estatuto, a Taurus se compromete a distribuir 35% do seu lucro líquido ajustado de forma obrigatória. Segundo Louise Barsi, sócio-fundadora do Ações Garantem o Futuro, esse payout (parcela do lucro líquido destinada ao pagamento de proventos) já é considerado generoso, por estar acima do habitual entre as empresas de capital aberto – a distribuição de 25%.

Fabiano Vaz, analista da Nord Research, acredita que a Taurus tem capacidade de distribuir dividendos maiores nos próximos anos, superando os 35% obrigatórios. No entanto, por se tratar de uma empresa com potencial de crescimento, é possível que em algum momento decida segurar caixa para investimentos na produção ou em aquisições.

A política de dividendos da Taurus se encontra atualmente em revisão, no aguardo de parecer de uma consultoria jurídica (previsto para abril) para depois ser apresentada ao Conselho de Administração. Ao InfoMoney, Nuhs apontou que planeja sugerir o pagamento de dividendos trimestrais – intermediários ou intercalares – e dividendos maiores no final do exercício anual.

A diferença entre as duas modalidades de dividendos é que os intermediários precisam da aprovação em Assembleia de acionistas, enquanto os intercalares podem ser pago antes dela.

Desta forma, a cada publicação de resultados trimestrais, a Taurus distribuiria 35% do lucro líquido ajustado. “Serão três pagamentos neste formato em 2022 e um no final do exercício”. Segundo o CEO da Taurus, a nova política de dividendos da companhia deve ser anunciada junto com os resultados do primeiro trimestre de 2022.

Crescimento ou dividendos: afinal, o que é a “nova” Taurus?

Embora esteja comprometida em remunerar os seus acionistas com a distribuição de proventos, a Taurus precisa fazer investimentos constantes em tecnologia e produção para ganhar espaço no mercado. Prova disso é que em 2021 a empresa aportou R$ 175 milhões na expansão de uma fábrica em São Leopoldo (RS) e, para 2022, prevê o investimento de R$ 250 milhões.

Apesar disso, o CEO da empresa lembra que em 2021 a companhia conseguiu zerar prejuízos, fazer investimentos na produção e ainda pagar dividendos extraordinários. “O nosso planejamento continua o mesmo, mas precisamos entender como vai se comportar o mercado neste ano”, destaca Nuhs.

Os especialistas consultados pelo InfoMoney definem a nova Taurus como uma companhia que mistura uma estratégia de dividendos com crescimento. Vaz, da Nord, acredita que o modelo da Taurus se assemelha ao da Weg (WEGE3), uma empresa que se caracteriza pelo crescimento resiliente e que paga bons dividendos.

“Às vezes, pode ter um yield interessante, mas nem sempre o dividendo é tão grande assim. Pode acontecer de a empresa encontrar algum projeto para investir e segurar o caixa”, aponta. “Não é uma Itaúsa, que paga dividendos com recorrência”.

Já Daronco encontra semelhanças no modelo da Taurus com a Irani (RANI3), enquanto Louise Barsi cita como exemplo a Unipar (UNIP6) – empresas que crescem e pagam dividendos.

Investidores como Luiz Barsi veem potencial na empresa

Os dividendos da Taurus atraem os olhares de grandes investidores há alguns anos. É o caso de Luiz Barsi Filho, considerado um dos maiores investidores individuais da B3, voltado para uma estratégia de investir em empresas que pagam bons dividendos. Ele comprou a ação quando custava centavos almejando os proventos futuros e por ser uma das poucas empresas brasileiras que exportam um produto manufaturado.

“As nossas exportações são de grãos. A Taurus representa a indústria e é co-líder em vários países, inclusive nos Estados Unidos”, afirmou em entrevista ao InfoMoney.

Segundo dados da Comdinheiro, Barsi detém atualmente 3,814% de participação na companhia, com 4,130 milhões de ações preferenciais e 374 mil ações ordinárias. Considerando os dividendos previstos para serem pagos pela Taurus agora em abril, ele deve embolsar cerca de R$ 7,4 milhões.

Louise Barsi, filha de Luiz Barsi, mudou a empresa da carteira de oportunidades para a de dividendos, considerando as ações ainda baratas. “Mas não se compara aos bancos, porque ainda tem muito para investir, muitos projetos nem entraram em fase de produção e maturação, como a joint venture da Índia”, destaca.

Louise aponta que a Taurus tem uma meta audaciosa de produzir 15 mil armas por dia até 2023. Desta forma, o investidor pode ainda esperar um crescimento bem robusto no balanço, se a companhia mantiver austeridade nos custos. “Não acredito que seja um crescimento de três dígitos, mas ainda um crescimento expressivo de dois dígitos nos próximos anos”, avalia.

Mesmo em um cenário conservador, sem crescimento de lucro, Louise calcula que as ações da Taurus, até uma cotação de R$ 31,39, garantiriam um retorno com dividendos de 6% ao ano, considerando o payout de 35%. O ganho é maior aos preços atuais, perto de R$ 24, que asseguram um dividend yield de 7,6%. “Se admitirmos o mesmo lucro deste ano, a companhia ainda está barata. Mas deve crescer dois dígitos, provavelmente”, aponta. O preço ideal de compra, na sua visão, é de R$ 21.

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Vale a pena investir?

ValorizaçãoTASA4TASA3Ibovespa
Nos últimos cinco anos1.261,80%1.370,30%83,05%
Em 2022-1,70%-1,02%11,57%
Em 202159,10%54,44%-11,93%

Fonte: Comdinheiro. Dados até 11/04/22.

As ações da Taurus dispararam nos últimos cinco anos. Mesmo assim, Fabiano Vaz, da Nord Research, aponta que a companhia é considerada barata levando em conta a expectativa de resultados. “Ela negocia a um patamar de três vezes seu Ebitda, o que é baixo se considerarmos que seu Ebitda pode crescer 30% em 2022”, avalia. Os múltiplos estão atrativos, segundo ele.

Entre as vantagens de investir na ação, Vaz destaca a receita dolarizada e a baixa exposição ao Brasil, o que acaba protegendo o investidor frente às incertezas locais. Já entre os riscos, o analista destaca a execução de novos projetos, principalmente o da Índia, além de mudanças regulatórias no mercado de armas dos Estados Unidos.

A Taurus integra algumas carteiras da Nord Research, com foco em valor e dividendos. Na carteira de dividendos, por exemplo, a recomendação é de compra, com preço-teto de R$ 27 e um dividend yield projetado de 7% para 2022.

A Taurus também integra as recomendações da Eleven Financial. A casa de análise recomenda a compra da ação com um preço-alvo de R$ 32. “Mantendo o controle de custos e despesas, a companhia alcançou uma posição favorável de caixa mesmo com a continuidade de redução do endividamento e aumento dos investimentos para expansão de sua capacidade”, apontou a analista Flávia Ozawa em relatório.

Quais os riscos de investir em uma fabricante de armas, considerando a agenda ESG?

Por se tratar de uma fabricante de armas, parte dos investidores enxergam a Taurus como a antítese de um bom investimento, considerando os aspectos ESG (ambiental, social e de governança). Alguns índices de ações focados nas empresas com melhores práticas em ESG, por exemplo, possuem filtros que excluem empresas desse segmento automaticamente da carteira – caso do Índice S&P/B3 Brasil ESG.

Isso pode representar um risco aos prognósticos de investimento na companhia? O InfoMoney consultou especialistas que avaliaram os cenários mais prováveis.

Salesio Nuhs, CEO da Taurus, afirmou que o tema está no radar da empresa, que contratou uma consultoria internacional com o objetivo de desenvolver uma estratégia ligada à agenda ESG. A expectativa é de que um relatório seja finalizado até maio e colocado em prática no segundo trimestre de 2022.

Mas para Maria Eugênia Buosi, CEO da consultoria Resultante ESG, a questão é outra. De um lado está a natureza do negócio da empresa e, de outro, os processos e o modelo de produção. “A Taurus pode aprimorar suas práticas de gestão, encontrar novas tecnologias ou otimizar processos, mas a não ser que ela decida diversificar seu portfólio não vai escapar de uma natureza de negócio controversa no ESG”, explica.

Fabio Alperowitch, gestor da FAMA Investimentos, conhecida pela atenção que dá aos temas relacionados à sustentabilidade, reforça esta visão. Ele defende que todas as empresas, independentemente do setor de atuação, podem ser mais responsáveis e melhorar suas práticas ESG. Contudo, afirma que existe uma diferença grande entre empresas terem melhores práticas versus serem de fato sustentáveis.

Investidores institucionais e pessoas físicas que desejem incluir empresas de armas na carteira devem atentar a potenciais questionamentos, apontam os especialistas. Do lado dos fundos de investimento, por exemplo, Maria Eugênia destaca que mesmo que a companhia passe em todos os critérios de exclusão e seleção, os gestores correrão um risco reputacional por investir em uma empresa de um setor controverso. Devem, portanto, estar preparados para as chances de críticas do mercado e até mesmos dos seus cotistas.

Para Alperowitch, é “inaceitável” incluir fabricantes de armas em fundos de investimento. E no caso específico de fundos ESG, isso seria uma “aberração” e “uma distorção conceitual enorme”.

“Investidores responsáveis e conscientes não investirão em empresas de armamentos. A tendência deste segmento é ter múltiplos menores pelo fator ESG”, defende.

Na visão de Maria Eugênia, empresas controversas considerando os aspectos ESG podem encontrar problemas pelo caminho – menor disponibilidade de recursos para o financiamento da operação e até taxas de juros mais elevadas para captação de recursos, por exemplo. “Sempre há a possibilidade de uma restrição legal que implique na redução do potencial de geração de receita da companhia”, diz.

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