A Alupar (ALUP11), que possui participação em concessões de 30 sistemas de transmissão de energia elétrica, totalizando 7.929 km de linhas de transmissão, ainda não definiu se participará do próximo leilão de linha de transmissão marcado para 30 de junho pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2022 (1T22) a analistas de mercado nesta quarta (11), José Luiz de Godoy Pereira, CFO da companhia, comentou que a empresa segue fazendo estudos dos projetos que serão leiloados.

“O fato é que houve aumento de insumos que impacta, como alumínio, níquel, minério de ferro, cobre. Com certeza, isso impacta, mas não sei se a Aneel incorporou (aos projetos)”, comentou o CFO. “Sendo viável, devemos participar”, disse.

“Os retornos (nos projetos a serem leiloados) deveriam ser maiores, porque houve aumento dos custos”, acrescentou.

O executivo disse ainda que tem visto os preços dos últimos leilões “com agressividade exagerada”. Para ele, “o custo de capital aumentou, o capex também, o custo da dívida aumentou bastante, tudo isso vai impactar nos projetos”.

Mas Godoy Pereira acredita em “competividade relevante” no leilão do dia 30 de junho.

As units da companhia de energia têm uma sessão de leve queda após o resultado, com ALUP11 em baixa de 1,64%, a R4 25,79, perto do leilão de fechamento.

Segundo o Itaú BBA, a companhia reportou números neutros para o primeiro trimestre. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado a item não recorrentes totalizou R$ 606 milhões, valor 0,5% acima da estimativa do banco, mas com crescimento de 32% em termos anuais.

Houve crescimento sólido em bases anuais devido ao segmento de transmissão, cuja entrada em operação de algumas linhas e o reajuste de receita anual impulsionado pelo IGP-M beneficiaram o desempenho operacional consolidado. Os analistas do banco reiteraram recomendação de compra para ALUP11, com preço-alvo de R$ 34,80 ao fim de 2022.

Já o segmento de geração apresentou uma estratégia de sazonalização de energia que prejudicou o desempenho operacional, de forma que a companhia alocou boa parte de sua garantia física no primeiro trimestre, ficando exposta a preços no mercado à vista bem baixos, avaliam os analistas.

Entre os próximos eventos a serem monitorados, destacam que o leilão de transmissão previsto para junho é uma oportunidade para a companhia. “Esperamos grande competição pelas concessões, mas possivelmente com uma concentração em companhias de porte maior dado o tamanho dos lotes”, aponta o BBA.

Endividamento da holding subiu

No 1T22, a dívida bruta da Alupar Holding totalizou R$ 678 milhões, ante os R$ 659,5 milhões registrados em dezembro de 2021. De acordo com o relatado pela empresa, a variação é explicada pela provisão de encargos, totalizando R$ 2,3 milhões; e provisão de variação monetária, no montante de R$ 16,1 milhões.

A dívida bruta consolidada da Alupar e suas subsidiárias totalizou no mesmo período R$ 9,9 bilhões, ante os R$ 10 bilhões apurados em dezembro de 2021.

A dívida líquida sobre Ebitda no indicador societário ficou em 1,7 vez no 1T22, ante 1,6 no 1T21. Já a dívida líquida sobre Ebitda no indicador regulatório ficou em 3,1 vezes no 1T22 contra 3,9 no 1T21.

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