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O Bitcoin vem caindo forte desde o mês passado, em recuo que acelerou em maio por conta das incertezas do mercado quanto ao impacto do aperto monetário global para conter a inflação. Só nesta quarta-feira (11), a criptomoeda cedeu mais 7,25% e atingiu US$ 29.706, menor preço desde julho de 2021 – e tudo indica que pode afundar ainda mais.

Mas, como lidar com esse cenário desafiador? Quem está posicionado deve vender no prejuízo? E quem está de fora, como saber o melhor momento de entrar – se é que vale a pena?

Para Henrique Teixeira, country manager da exchange de criptomoedas Ripio, a estratégia depende do perfil do investidor. Quem está comprado e necessita do dinheiro no curto prazo, a recomendação é vender mesmo com os preços tão baixos.

“Se ele está contando com esse dinheiro para fazer algum outro investimento, a estratégia de venda pode ser interessante antes que caia mais”, afirmou o executivo em entrevista no Cripto+ desta semana.

Por outro lado, ponderou, este pode ser um momento oportuno para aumentar posições, desde que a compra seja realizada de maneira escalonada e com, no máximo, 5% do portfólio “para não perder o sono à noite”. “É muito difícil acertar o fundo, mas se a gente está visando o médio e longo prazo, eu acredito que é um momento muito interessante para se acumular mais”.

Essa é a mesma opinião do veterano trader Tone Vays, ex-executivo do JPMorgan. Em entrevista ao InfoMoney CoinDesk (a íntegra vai a ao ar na próxima segunda-feira no YouTube), Vays apontou que esta deverá ser a última vez na história que investidores terão a oportunidade de comprar Bitcoin por menos de US$ 30 mil. “Acredito que [uma nova máxima do Bitcoin] virá ainda este ano”, aposta.

Apesar do mal momento e da alta correlação com ações, que perdem capital para ativos de refúgio, o Bitcoin é visto como uma tecnologia nova que tende a valorizar no longo prazo à medida que sua adoção aumenta, independentemente de fatores macronoeconômicos.

“O que vai direcionar a valorização são os casos de uso. A Gucci anunciou, por exemplo, que vai começar a aceitar pagamentos em Bitcoin. Isoladamente não vai mexer no preço, mas é mais um reforço de que o Bitcoin e as criptos não estão sendo usadas apenas para investimento, mas também como meio de pagamento”, avalia o country manager da Ripio, com passagem pela startup de pagamentos Ripple, criadora do token XRP.

Como comprar Bitcoin na queda?

A recomendação de comprar aos poucos é comum entre especialistas para buscar fazer um preço médio mais atrativo, ainda mais em momentos de volatilidade. Mas, como fazer isso com Bitcoin?

Também em participação no Cripto+, o trader e investidor anjo Vinícius Terranova sugeriu uma estratégia baseada nos pontos de entrada revelados pela análise gráfica: comprar em US$ 28 mil, US$ 25 mil, US$ 22,1 mil, US$ 19,2 mil e US$ 16,3 mil, incrementando o capital em cada nível com o dobro do aporte anterior – ou seja, se começar com R$ 100, compra R$ 200 no preço mais abaixo, R$ 400 no seguinte, e assim sucessivamente.

A recomendação, no entanto, requer conhecimento na criação de ordens “limite” em exchanges de criptomoedas, algo que usuários iniciantes podem não estar habituados.

“Se você não se sente confortável com isso, você pode colocar um alarme [de preço] em uma plataforma como o TradingView, ou fazer o DCA [dollar cost average] tradicional, comprando um pouquinho todo mês ou toda semana”

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