Depois de chegar a encostar na marca de US$ 32 mil e esboçar uma reação, o Bitcoin (BTC) voltou a cair forte na manhã desta quarta-feira (11), agora ameaçando perder o nível dos US$ 29 mil.

Às 10h35 (horário de Brasília), a maior criptomoeda do mundo registrava queda de 7,25% no acumulado de 24 horas, cotada a US$ 29.706. O  movimento ocorre acompanhando a queda nas bolsas após a divulgação do dado de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que subiu 0,3% em abril, acima do esperado.

A derrocada puxa praticamente todo o mercado cripto, com o Ehtereum (ETH) desabando 8,44%, para US$ 2.226, ao passo que Binance Coin (BNB), XRP (XRP) e Cardano (ADA) recuam 13,45%, 17,72% e 16,59%, respectivamente.

Nestes momentos de incerteza é comum haver um peso maior para as altcoins, conhecidas por serem mais voláteis e, por isso, mais arriscadas. Dentre as 10 maiores criptos em valor de mercado, o pior desempenho é da Solana (SOL), que tem queda de 25%, para US$ 53,83.

O Bitcoin já estava com sua maior oferta de unidades disponíveis em exchanges desde novembro de 2017, o que deixou o alerta ligado para um novo sell-off, mesmo com a leve recuperação mais cedo.

No Brasil, as corretoras registraram o maior volume de negociação de Bitcoin de 2022, na casa dos R$ 280 milhões, após disparada de 149% quando a criptomoeda desabou para US$ 30 mil na segunda-feira (09), em movimento que tende a se estender hoje.

“O alto volume é justificado pela forte queda, pois muitos investidores pequenos acabam se desesperando e correm para as corretoras vender suas posições temendo uma queda ainda maior nos preços. Por isso, um sinal de mercado de baixa é a volta das criptomoedas às exchanges para sua liquidação no mercado”, afirma, em nota, Eduardo Andrade, analista de negócios da MezaPro.

Segundo especialistas, a liquidação promovida pelo projeto Terra (LUNA), que depositou pelo menos US$ 1,5 bilhão em BTC em corretoras para tentar se salvar nos últimos dias, ajudou a intensificar a queda. James Check, analista da Glassnode, aponta que as condições do mercado são muito diferentes e é difícil fazer uma comparação com a situação de cinco anos atrás.

“Não é o mesmo que 2017 de forma alguma, um mecanismo completamente diferente e um conjunto de entidades em jogo. O que estamos observando está mais próximo de uma versão em miniatura de George Soros atacando a libra esterlina, em que a LFG (entidade que controla as reservas do projeto Terra) está desempenhando o papel do Banco da Inglaterra (com resultado semelhante, parece) ”, disse ele ao CoinDesk.

Nesta quarta o token LUNA estende as perdas de de 50% de ontem e derrete outros 95% em 24 horas, chegando a US$ 1,90. Há pouco mais de um mês, a cripto valia quase US$ 120.

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Antes mesmo da crise gerada pela LUNA, uma queda mais aguda do Bitcoin já era esperada por boa parte dos analistas, que viam o ativo digital enfraquecido em meio à perda de apetite por risco entre investidores.

A alta correlação com ações de tecnologia também ajuda a explicar o cenário desfavorável para o BTC, que acaba sendo impactado até mesmo pela eventual redução da centralidade de algumas tecnologias na vida das pessoas por conta do alívio da pandemia.

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Desde a semana passada, com a decisão do Federal Reserve de aumentar em 0,5 ponto percentual a taxa de juros, o Bitcoin – e todo o mercado cripto – já vinha sofrendo com várias quedas sucessivas.

Os motivos da queda das criptomoedas são ligados ao receio de que a política de aperto monetário dos EUA e outros bancos centrais no mundo afetem o desempenho de ativos mais arriscados.

Especialistas seguem recomendando cautela, apesar de manterem a visão otimista de longo prazo, o que pode abrir oportunidades no cenário atual. Em participação na segunda-feira durante o Cripto+ (veja no vídeo acima), o trader Vinícius Terranova apontou que existe até mesmo a possibilidade de queda momentânea do Bitcoin para menos de US$ 20 mil, o que desencadearia um possível salto significativo dada a atratividade do preço para investidores de longo prazo.

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