O presidente Jair Bolsonaro realizou a troca do comando do Ministério de Minas e Energia nesta quarta-feira (11). Bento Costa Lima Leite de Albuquerque foi exonerado, a pedido, sendo substituído por Adolfo Sachsida. As informações estão na edição desta quarta do “Diário Oficial da União (DOU)”.

A mudança ocorre após recentes críticas do presidente à política de preços da Petrobras (PETR3;PETR4), ligada à pasta.

Em live na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro comparou a estatal a outras petrolíferas para pressionar uma redução do lucro da brasileira.

De acordo com o presidente, a Petrobras “tem gula enorme” e “tem gordura” para “adotar responsabilidade” e não subir o preço dos combustíveis no País. “Vocês têm lucro de 30%. Dá para resolver isso aí”, apelou o presidente ao presidente da empresa, José Mauro Ferreira Coelho, aos diretores da empresa e também ao então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. “Quando é empresa pública ou sociedade de economia mista, deve ter função social. ”

“Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil. É um apelo agora: Petrobras, não quebre o Brasil, não aumente o preço do petróleo. Eu não posso intervir. Vocês têm lucro, têm gordura e têm o papel social da Petrobras definido na Constituição”, disse.

Já nesta semana, a Petrobras anunciou a elevação em 8,87% do preço do diesel para as distribuidoras. O valor médio do litro vendido pela petroleira passou de R$ 4,51 para R$ 4,91.

Adolfo Sachsida, substituto de Bento Albuquerque, ocupava a posição de chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia.

 

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