Decisão foi feita após visita conjunta com a participação do Ministério Público da Paraíba, Corpo de Bombeiros e Conselho Regional de Medicina. Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa, na Paraíba TV Cabo Branco/Reprodução A Gerência de Vigilância Sanitária de João Pessoa (GVS-PB) deve interditar a área onde foi registrado um vazamento de gás na noite desta segunda-feira (11), na ala infantil do Hospital Arlinda Marques. A decisão foi feita durante uma inspeção conjunta do Ministério Público da Paraíba, Conselho Regional de Medicina (CRM), Corpo de Bombeiros e GVS-PB, realizada nesta terça-feira (12). Conforme o CRM, a interdição deve continuar até a investigação completa do que teria causado o problema. Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) informou que em consequência do ocorrido a promotora da saúde, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros fizeram uma visita no hospital, resultando na interdição de quatro leitos de unidade semi-intensiva, onde sempre ocorre a exalação do gás. Também foi feito um ofício enviado ao Corpo de Bombeiros solicitando atualização do corpo de brigada de incêndio; a elaboração do plano de emergência; e outro ofício, enviado à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) para solicitar analises de efluentes em todos os pontos. "Nossa rede de gases medicinais, ela está intacta com todas as manutenções corretiva e preventiva em dia. O MPPB interditou a ala que justamente fica na lateral da rua que supostamente é de onde vem o gás através do esgoto. Então, está envolvida também a Cagepa para averiguar a rede esgoto", escreveu a assessoria de imprensa da SES-PB. Em contato com a Cagepa, o g1 foi informado que a companhia, até o momento, ainda não havia sido contatada porque a questão de gás é uma operação da Companhia Paraibana de Gás (PBGás). O g1 também procurou a PBGás, que informou que não fornece gás para este hospital. Vazamento de gás esvazia ala do Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa O que verificou a inspeção O vazamento de gás foi registrado em uma das alas do hospital, e pacientes e acompanhantes foram retirados do local. As crianças estavam sendo atendidas e tomando soro no estacionamento da unidade hospitalar. Segundo a promotora de Justiça Jovana Tabosa, a Vigilância Sanitária notificou a direção do hospital para providenciar, em 24 horas, a manutenção corretiva nas válvulas de saída de gases medicinais. Após a manutenção, houve o lacre e a interdição do local. A GVS também notificou para que seja feita uma análise dos efluentes próximos a área amarela e nos demais pontos da unidade hospitalar. Hospital Arlinda Marques tem problema de vazamento de gás TV Cabo Branco/Reprodução A promotora Jovana Tabosa informou ainda que a área amarela abrigava quatro leitos de unidade semi-intensiva, cujos pacientes já foram realocados para outro setor do hospital. O CRM informou que, como já houve a realocação para local onde os pacientes dispõem de suporte adequado, não haverá prejuízos para a atuação médica. O Corpo de Bombeiros constatou a falta de projeto de combate a incêndio e de alarme. Também verificou que as pendências encontradas em vistoria anterior, realizada em 2020, foram sanadas. Ficou definido que a direção do hospital vai oficiar ao comandante dos Bombeiros solicitando treinamento para a brigada de incêndio do hospital e que deverá ser providenciado o Plano de Atendimento de Emergência (PAE). A direção do Arlinda Marques informou que, no prazo de 90 dias, o hospital vai mudar para outro edifício, para que o prédio seja reformado. Vídeos mais assistido do g1 Paraíba

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