Paralamas do Sucesso se apresenta no Toritama Motofest 2022: ‘é empolgante ver as pessoas no show’, diz baixista Bi Ribeiro


Evento vai acontecer entre os dias 23 e 25 de setembro. Paralamas do Sucesso Maurício Valladares/Divulgação O Motofest 2022 de Toritama, Agreste de Pernambuco, vai ser realizado entre os dias 23 e 25 de setembro. A banda Paralamas do Sucesso vai se apresentar no evento no sábado (24). Durante a festa, a banda vai tocar sucessos como "Alagados", "Óculos" e "Lanterna Dos Afogados". A apresentação está marcada para começar às 00h. O baixista do Paralamas do Sucesso, Bi Ribeiro, falou sobre a trajetória da banda ao longo dos anos. Confira: Para além da força do som da banda, é a amizade dos três músicos. Você imaginava que aqueles caras que você conheceu na universidade rural seriam companheiros de uma vida inteira? A gente ao longo dessas décadas todas juntos não poderíamos estar tão próximo se a gente não tivesse virado amigos. A força da música vem muito da força da nossa união, da nossa amizade, incluindo o Zé, que é nosso empresário, ele é a quarta força dos Paralamas, ou a primeira das quatro, e isso reflete na gente. Nós temos uma convivência muito boa, sempre tivemos poucas diferenças e tudo nós resolvemos. É realmente uma marca forte dos Paralamas a nossa amizade. Vocês são de uma geração da qual os Paralamas fazem parte e que estão integrados dentro dela. Como é que vocês observam essa geração? A nossa geração, dos anos 1980, foi muito importante para a juventude daquela época, que era um Brasil que estava saindo da ditadura. Quando veio a abertura das bandas que já existiam e estavam ali pela força da música, começou a se formar uma geração de bandas, que foi importante para essa geração que cresceu vendo isso. Nos anos 1980 teve uma formação muito diferente, era cheia de artistas estrangeiros e pouca coisa das bandas de rock do Brasil, as rádios só tocavam as músicas dessa geração e tinham as letras muito politizadas. Com o tempo a gente acabou virando amigo das bandas, nós não conhecíamos o Barão Vermelho, o Titãs, mas com o tempo virou uma unidade de amizade. Qual é a sensação de ver o público se renovando, além da presença dos fãs contemporâneos? Ao longo desse tempo, o nosso público original foi envelhecendo, assim como nós, mas esse público começou a levar os filhos, os netos e de uns dez anos para cá, nós reparamos que tem muita gente que nunca ouviu os Paralamas, ou já ouviu falar, mas nunca assistiu. As pessoas vão falando umas para outras e o resultado é que realmente o público vai se renovando, vemos pessoas sempre mais jovens. A minha filha tem 20 anos, ela leva os amigos, todo mundo adora os Paralamas e nós vemos esse reflexo de perto. É muito estimulante ver as pessoas mais velhas fazerem um esforço para sair de casa e assistirem o show, é sempre bom. Ao longo da história dos Paralamas há vários relatos de muita simplicidade por parte de vocês, ou seja, vocês são grandes astros da música brasileira, mas não se comportam como tais. Como é que a banda se relaciona com essa ideia de ser a estrela que consideramos? Nós somos pessoas normais que gostamos de fazer música, de tocar em público e no palco, mas nós não somos melhores do que ninguém, a gente não é diferente de ninguém, qualquer um pode se dedicar a música e poder chegar lá também. Nós não achamos que porque você está no palco, na televisão ou no rádio, você é uma pessoa melhor, uma celebridade, uma pessoa diferente, não tem o porquê disso.
G1 > Caruaru e Região

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