“Ele é um monstro”, diz mãe da menina Beatriz sobre o acusado do crime no segundo dia de audiência


A audiência de instrução vai definir se Marcelo da Silva será levado ou não a júri popular. Ele é acusado de matar a menina de 7 anos, durante uma formatura em um colégio de Petrolina. Lúcia Mota, mãe da menina Beatriz Emerson Rocha / g1 Petrolina Após ter sido uma das seis testemunhas ouvidas no primeiro dia da Audiência de Instrução do caso da morte de Beatriz Angélica, nesta quarta-feira (23), a mãe da menina, Lúcia Mota, disse que ficaria em frente ao fórum de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, como “mãe e manifestante”. Mais dez testemunhas devem ser ouvidas neste segundo dia, sendo duas do Ministério Público e oito da defesa. Também está previsto o depoimento do acusado de cometer o crime, Marcelo da Silva. Na terça-feira (22), além de Lúcia, foram ouvidas mais cinco pessoas. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Lúcia Mota falou sobre o acusado, a quem classificou como “um assassino covarde e cruel”. A mãe de Beatriz lembrou que em 2017 Marcelo da Silva foi preso em flagrante, após estuprar uma menina de 9 anos, na cidade de Trindade, no Sertão de Pernambuco. “Ele é frio, é calculista. Ele estuprou uma criancinha, ele foi preso em flagrante em Trindade pelo estupro de uma criancinha de 9 anos de idade. Ele capturou essa criança às 7h da manhã e essa criança só conseguiu sair das garras dele às duas horas da tarde. Ele é um monstro. Era isso que ele queria fazer com Beatriz e depois matá-la. Esse é o instituto dele, porque ele é um monstro e tem que ser condenado”, diz Lúcia. A grande expectativa para este segundo dia de Audiência de Instrução está para o depoimento de Marcelo da Silva. No entanto, de acordo com o advogado de defesa, Rafael Nunes, a tendência é que o réu fique calado. Rafael Nunes, advogado de Marcelo da Silva, acusado de matar a menina Beatriz Emerson Rocha / g1 Petrolina “Existe sim a possibilidade dele participar de um Júri Popular, dele ser pronunciado a um Júri Popular. Isso aí é fato. Então, talvez, não seja tão interessado ele adiantar a tese de defesa, jogar o que tem para jogar no ventilador, porque acreditem pessoal, todo mundo vai se surpreender. Tem muita coisa por trás desse caso. Esse caso é emblemático e talvez ele não fale”, afirmou o advogado. Em relação ao primeiro dia de audiência, o promotor Érico Oliveira disse que “aconteceu tudo dentro do que já era esperado, de argumentação de defesa e tese de defesa”. Segundo o representante do Ministério Público, os depoimentos colhidos na terça-feira reforçam a tese sobre a autoria do crime. “Saímos das audiências de ontem com o sentimento de que foram comprovados os elementos indiciários existentes anteriormente, ou seja, hoje existe prova de informações suficientes para demonstrar autoria e responsabilidade da autoria criminal de Marcelo. Não há dúvida nenhuma”. Marcelo da Silva, 40 anos, é acusado de matar a menina Beatriz Mota, em Petrolina, em 2015 Reprodução/TV Globo A audiência de instrução vai definir se Marcelo da Silva será ou não levado a júri popular. Ele foi apontado pela Polícia como autor do crime no dia 11 janeiro deste ano, quando já estava preso respondendo por outros crimes. Caso Beatriz: Marcelo da Silva teria escrito carta dizendo ser inocente Reprodução/WhatsApp Na época, Marcelo confessou o assassinato de Beatriz. Poucos dias depois, o advogado de defesa afirmou que o cliente escreveu uma carta dizendo ter sido pressionado a confessar o crime. Entenda o caso Beatriz Angélica Mota Arquivo pessoal / Família Beatriz Angélica, de 7 anos, foi morta em 10 de dezembro de 2015, quando estava na formatura da irmã, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, um dos mais tradicionais de Petrolina . Segundo investigações, a menina recebeu dez facadas. Ela saiu do lado dos pais para beber água e desapareceu. Vídeos registraram o momento em que a menina saía da solenidade. O corpo de Beatriz foi achado dentro de um depósito de material esportivo da instituição, com uma faca do tipo peixeira cravada na região do abdômen. A menina também tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. Com a demora para a solucionar o caso, em dezembro de 2021, pouco depois do crime completar seis anos, o pais de Beatriz fizeram uma caminhada de Petrolina até Recife, para pedir justiça. O caso Beatriz Angélica começou a ser solucionado em janeiro de 2022. Na época, a Polícia Científica afirmou que Marcelo da Silva confessou o assassinato. A polícia esclareceu que chegou ao suspeito a partir de exames de DNA na faca usada no assassinato. Quando as autoridades fizeram o anúncio da descoberta, Marcelo da Silva já estava preso por outros crimes. O DNA encontrado na faca foi comparado com o material genético de 124 pessoas consideradas suspeitas ao longo dos seis anos da investigação. Vídeos: mais assistido do Sertão de PE
G1 > Caruaru e Região

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