‘Black Fraude’: 7 alertas para evitar golpes e comprar com segurança

ataques cibernéticos

A Black Friday 2022 começou nesta sexta-feira (25), embalada pela Copa do Mundo pós-estreia do Brasil. O consumidor já vem sendo bombardeado por promoções no e-mail, na televisão, no rádio, em sites e propagandas.

Para aproveitar as ofertas de forma consciente é importante ficar atento aos golpes que crescem na maior data do varejo.

O risco é considerável: considerando que a Black Friday deve movimentar cerca de R$4,2 bilhões no varejo brasileiro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), um levantamento da ClearSale, consultoria de dados e segurança digital, mostra que a empresa estima evitar mais de R$ 50 milhões só em fraudes durante a data.

A ClearSale estima que cerca de 1,5% das transações neste 25 de novembro serão oriundas de tentativas de fraude.

Por isso, ataques associados à criação de contas falsas, a partir da obtenção de dados dos usuários vazados, ou mesmo a invasão de contas com a utilização de credenciais de acesso fornecidas em golpes de “engenharia social” se tornam mais frequentes em épocas como essa, dizem os especialistas do setor.

O InfoMoney consultou Tiago Drumond, head de tecnologia da ioasys, especializada na criação de soluções digitais para empresas; Eduardo Pires, Country Manager da Incognia; e Alessandro Fontes, do “Site Confiável”, para um guia sobre como evitar a “Black Fraude”.

Confira:

1. Confirme a reputação do site

Antes de efetuar a compra em um site durante a Black Friday, confira a reputação da empresa em sites como o Reclame Aqui. Entender se as avaliações são respondidas, e as reclamações recorrentes.

Vale conferir também o site Reclame da Proteste, que mostra uma lista de reclamações públicas que outras pessoas já fizeram sobre uma determinada empresa.

Outra dica é conferir se a barra de endereço é a mesma do nome do site, o que dá autenticidade à página.

2. Verifique a data de criação do site

Outra dica para evitar golpes em compras online é verificar o tempo em que o site está no ar. Páginas criadas com certa proximidade da Black Friday costumam ser feitas para aplicar golpes nos consumidores.

Para verificar as datas de criação de sites, você pode inserir a URL em plataformas que checam essa informação, como a “Site Confiável” ou “Registro.br”.

3. Observe as formas de pagamento

Na hora de finalizar a compra sempre confira as opções de pagamentos disponíveis. Os especialistas pontuam que, geralmente, os golpistas preferem Pix ou boletos por serem mais difícil de a vítima reaver o dinheiro.

A ideia, portanto, é checar se o site oferece várias opções e fugir de quem oferece apenas Pix ou boleto ou mesmo um desconto muito atrativo para Pix ou boleto, por exemplo. Na dúvida, opte pelo cartão de crédito, que fica mais fácil de rastrear e ter o ressarcimento em casos de fraude.

O consumidor pode optar por fazer o pagamento via Pix, mas a dica é conferir os dados do recebedor e confirmar se coincide com a loja na qual a compra está sendo realizada.

Além disso, é importante cadastrar chaves apenas nos canais oficiais da instituição financeira, evitando salvar dados pessoais diretamente nos sites ou aplicativos de compras.

4. Desconfie de preços muito baixos

Se o preço do produto está muito abaixo do observado em outras plataformas, desconfie. A probabilidade de produtos como da Apple estarem com descontos muito grandes, por exemplo, é pequena, porque o interesse por essas mercadorias é muito grande.

As empresas oferecem descontos para o consumidor com o objetivo de vender em maior volume, mas nunca sem deixar de lucrar, porque as empresas precisam de uma margem para fazer o negócio funcionar. Por isso, sempre fique atento às promoções e ao tamanho do desconto.

5. Reputação do vendedor

Se for comprar em um marketplace de marcas como OLX, Aliexpress, Shopee, Mercado Livre, Magazine Luiza, Americanas, entre outros, jamais aceite negociar diretamente com a pessoa ou empresa.

Verifique a reputação do vendedor, tempo em que está na plataforma, a quantidade de vendas que  já fez e pague utilizando o meio de pagamento disponível pela plataforma, pois elas garantem a intermediação entre as partes.

As grandes varejistas costumam identificar os bons vendedores com selos ou marcações.

6. Atenção com links falsos

A utilização de links falsos para enganar o consumidor é muito comum. É o phishing: os golpistas encontram meios de obter dados sensíveis ou até mesmo dinheiro de clientes desavisados. Geralmente, isso é feito por meio de e-mails, SMS, mensagens nas redes sociais e até mesmo ligações. As pessoas recebem informações de uma suposta loja verdadeira e compartilham seus dados ou até fazem compras em sites falsos.

O indicado é não fornecer informações bancárias e documentos quando não está seguro de que o site é confiável, tampouco baixar aplicativos através de outros meios que não as lojas oficiais dos sistemas operacionais.

Na dúvida, nunca clique em links enviados por pessoas desconhecidas ou forneça seus dados para entrar em contato com você. Caso receba algum contato nesse sentido, fale com a loja em questão e informe o ocorrido.

7. Evite fechar negócio nas redes sociais

Com a popularidade das redes sociais, muitas pessoas são impactadas por anúncios, propagandas e indicações de influencers de produtos com grandes promoções. Apesar disso, a recomendação dos especialistas é evitar compras em redes sociais. Sempre confira o link recebido, promoção ou desconto em um site oficial antes de fechar o negócio diretamente nas redes, além de checar todos os itens citados acima.

Mesmo quando um amigo envia um link de desconto é bom confirmar, já que a conta pode ter sido hackeada.

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Giovanna Sutto

Giovanna Sutto

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