Futuros dos EUA estáveis, Ásia recua com alta de casos de Covid; Campos Neto, Haddad e mais destaques do mercado hoje

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Os índices futuros dos EUA operam praticamente estável, enquanto a maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa nesta sexta-feira (25), com aumento de casos de Covid na China.

Os casos relatados de Covid no gigante asiático continuaram a aumentar na quinta-feira. A cidade de Zhengzhou, onde ocorreram protestos na Foxconn, fornecedora da Apple, disse que vai iniciar um bloqueio de cinco dias a partir de hoje (25) para reduzir o número de casos.

A alta registrada nos EUA e na Europa é embalada pela expectativa de que o ritmo de aperto monetário pode desacelerar após tom mais dovish da ata do Federal Reserve (Banco Central americano).

Os negócios em Wall Street voltam a funcionar em horário reduzido após feriado de Ação de Graças na véspera.

No Brasil, o Ibovespa subiu quase 3% na sessão anterior, impulsionado por uma possível “dobradinha” na área econômica do governo Lula em 2023, entre Fernando Haddad e Pérsio Arida.

Em indicadores, depois do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrar alta de 0,53% na véspera, investidores aguardam pela divulgação do INCC-M, usado para calcular o IGP-M, indicador que mostra a inflação do aluguel.

Além disso, o mercado vai monitorar de perto a fala de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, no almoço anual dos dirigentes de bancos promovido pela Febraban.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com ligeira alta nesta manhã de sexta-feira (25), antes de um pregão mais curto, com fechamento às 15h (horário de Brasília) em dia de Black Friday.

O otimismo do mercado americano continua com expectativas de aumentos de juros menores no futuro. A ata do Fed da última quarta-feira sinalizou que o banco central está vendo progresso em sua luta contra a inflação alta e está procurando diminuir o ritmo de alta dos juros.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,11%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,18%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,17%

Ásia

A maioria dos mercados asiáticos fechou em baixa, sem referência das bolsas em Wall Stret, com preocupações crescentes com aumento dos casos de Covid na China.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor de Tóquio subiu 3,6% em novembro em base anualizada, acima dos 3,5% esperados em uma pesquisa feita pela Reuters.

O indicador marca o ritmo anual mais rápido da capital do Japão desde abril de 1982 e significativamente acima da meta de inflação de 2% do Banco do Japão.

Além disso, após o fechamento do mercado, a China anunciou corte de taxa de compulsório bancário que injetará 500 bilhões de yuans na economia.

Cabe ressaltar que as ações da China foram a exceção subiram nesta sexta-feira, impulsionadas pelas incorporadoras imobiliárias após as últimas medidas do país para sustentar o setor, enquanto as ações de Hong Kong foram pressionadas por empresas de tecnologia.

  • Shanghai SE (China), +0,40%
  • Nikkei (Japão), -0,35%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,49%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,14% 

Europa

Os mercados europeus operam com ligeira baixa, enquanto investidores seguem repercutindo a última ata do Fed, que aumentou as expectativas de que o aperto monetário pode desacelerar.

Na agenda econômica da região, o PIB da Alemanha cresceu 0,4% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre e 1,3% na base anual, ligeiramente acima do previsto.

Agentes do mercado esperam que a maior economia da Europa entre em recessão, mas os dados sugerem que pode não ser tão grave quanto inicialmente projetado.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,04%
  • DAX (Alemanha), -0,15%
  • CAC 40 (França), -0,07%
  • FTSE MIB (Itália), -0,09%

Commodities

Os preços do petróleo sobem, comoa G-7 avaliando um teto de preço acima do esperado para os fluxos de petróleo bruto da Rússia.

Os preços nos atuais níveis estão próximos do que os mercados asiáticos estão pagando atualmente à Rússia, que estão com um grande desconto, disse à CNBC o vice-presidente de pesquisa de gás e GNL da Wood Mackenzie, Massimo Di Odoardo.

As cotações do minério de ferro na China também operam em alta, emplacando sua segunda alta consecutiva.

  • Petróleo WTI, +1,05%, a US$ 78,76 o barril
  • Petróleo Brent, +0,70%, a US$ 85,94 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 3,27%, a 758,00 iuanes, o equivalente a US$ 105,85

Bitcoin

  • Bitcoin, -0,65% a US$ 16.451,15 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A semana termina com a divulgação do Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado, INCC-M, usado para calcular o IGP-M, indicador que mostra a inflação do aluguel.

Além disso, teremos os dados sobre o investimento estrangeiro no Brasil e o relatório da Dívida Pública de outubro.

Brasil

8h: INCC-M de novembro

9h30: Transações correntes de outubro, consenso Refinitiv projeta déficit de US$ 4,9 bilhões

9h30: Investimento estrangeiro

11h: Fernando Haddad representa Lula no almoço anual da Febraban

12h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, profere palestra no “Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos 2022”, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban)

14h: Banco Central divulga resoluções referentes aos votos em reunião do CMN de quinta-feira

14h30: Relatório da Dívida Pública de outubro

3. Noticiário econômico

Lula testa aceitação de Haddad na Fazenda

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva testa as resistências ao nome de Fernando Haddad para o comando do Ministério da Fazenda com a possibilidade do ex-prefeito de São Paulo fazer uma dupla com o economista Persio Arida na equipe econômica do seu terceiro mandato na Presidência.

O primeiro sinal já foi dado por Lula. Haddad foi escalado pelo presidente eleito para representá-lo no almoço anual de dirigentes dos bancos na Febraban com a presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O encontro será amanhã em São Paulo. A aposta de Haddad cresceu depois que ele acompanhou Lula ao Egito, na COP-17.

4. Noticiário político

Gleisi diz que está faltando articulação política no Senado

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, rebateu declarações do senador Jaques Wagner (PT-BA), de que está faltando um “ministro da Fazenda” para facilitar o andamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Transição. Para ela, o impasse ocorre por falta de articulação política no Senado.

“Não vejo isso, articulação política se dá no Congresso independentemente de quem é o ministro. Temos de respeitar o tempo do presidente Lula [para indicar os ministros]. Não sei porque essa ansiedade toda”, afirmou Gleisi. “Está faltando articulação política no Senado, por isso acho que nós travamos na PEC. Não é falta de ministro.”

Ela lamentou o fato de Lula não ter podido estar em Brasília para ajudar na articulação da PEC por questões de saúde – devido a uma cirurgia na garganta no domingo, ele adiou para a próxima semana a viagem à Capital Federal, prevista inicialmente para esta semana.

Covid

O Brasil registrou na quinta 71 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 689.396 desde o início da pandemia.

Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 73. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +59%.

No total, o país registrou 25.790 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 35.147.091 casos conhecidos desde o início da pandemia.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras (PETR4;PETR3) informou ter recebido o montante de R$ 10,3 bilhões, equivalente a US$ 1,9 bilhão, referente à cessão de 5% de sua participação no Contrato de Partilha de Produção do Volume Excedente da Cessão Onerosa, para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, para a parceira CNOOC (CPBL). O montante já inclui os ajustes previstos no contrato, após o cumprimento de todas as condições precedentes.

A conclusão da transação está sujeita à assinatura do Termo Aditivo ao Contrato de Partilha de Produção pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

CSN (CSNA3)

A CSN (CSNA3) comunicou que a sua controlada Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica – CEEEG aprovou, em assembleia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira (24), a realização da sua 1ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, com esforços restritos de colocação, no valor de R$ 1,9 bilhão.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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Felipe Moreira

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