TRF-5 mantém prisão preventiva de acusado de comércio ilegal de arma de fogo


A investigação teve início em outubro de 2021. Polícia Federal realiza em Caruaru 2ª fase de operação Zona Cinza g1 Caruaru O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) manteve em decisão unânime a prisão preventiva, do suspeito de comandar o esquema criminoso de comércio e porte ilegais de arma de fogo investigado pela Polícia Federal (PF), em meio à chamada Operação Zona Cinza. A decisão saiu na nesta quarta-feira (18). Operação da Polícia Federal investiga clube de tiro e loja de Caruaru Polícia Federal realiza em Caruaru 2ª fase de operação que investiga clube de tiro De acordo com o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), o grupo existia há mais de três anos, atuando por meio da prestação de serviços ilegais, desde a manutenção e customização de armas por profissionais não autorizados pela Polícia Federal, até a obtenção de porte irregular, por meio da falsificação de documentos. Ainda de acordo com o TRF-5, os potenciais consumidores eram atraídos por meio de propaganda massiva em redes sociais, como vídeos publicados em um canal no YouTube, que contava com 97,2 mil inscritos e mais de 11 milhões de visualizações. Denunciado pelo Ministério Público Federal, o suposto chefe do grupo tornou-se réu em ação penal que tramita na Justiça Federal em Pernambuco. Ele e mais oito envolvidos respondem, por diversos crimes, como falsidade ideológica, uso de documento falso e a conduta de oferecer e executar serviços de armaria clandestina, crime hediondo equiparado ao comércio ilegal de arma de fogo. A investigação aponta que a sociedade criminosa atuava em Pernambuco, especialmente em Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe e em outras localidades do país em parceria com clubes de tiro, por meio de pessoas jurídicas comandadas pelo suspeito e estruturadas de modo que ele não aparecesse, formalmente, como principal sócio. Em uma delas, a mãe detinha 99% do capital social. Apenas uma dessas empresas teve sua receita aumentada de R$ 391.502,54, em 2018, para R$ 60.415.235,52, em 2021. Ao votar pela denegação do habeas corpus ao réu, a desembargadora federal Joana Carolina, relatora do processo, destacou que o oferecimento da denúncia pelo MPF não significa que a investigação tenha se encerrado e todas as ramificações do grupo criminoso tenham sido descobertas. “Não se pode atestar que, em liberdade, o paciente não voltaria a delinquir, máxime à vista da elevada lucratividade propiciada pela atividade”, explicou Joana Carolina, desembargadora federal. Operação Zona Cinza Em outubro de 2022 a Polícia Federal realizou a primeira fase da operação Zona Cinza. Segundo a Polícia Federal, o grupo também estaria produzindo documentos ideologicamente falsos em nome de armeiros legalmente credenciados, mas que não mantinham vínculo com essas pessoas jurídicas. Na ocasião foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 37 mandados de busca e apreensão, 11 ordens de suspensão das atividades de natureza econômica de pessoas jurídicas, sequestro de bens adquiridos a partir de 2019 e bloqueio de valores. Já em dezembro de 2022 a Polícia Federal realizou a segunda fase da operação Zona Cinza, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Nesta segunda fase, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão de armamentos, munições, carregadores e outros equipamentos bélicos. Em nota, a Polícia Federal informou que a investigação teve início em outubro de 2021 em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Um inquérito policial foi instaurado para apurar que um clube de tiro e uma loja de armas pertencentes ao mesmo grupo estariam ministrando cursos, prestando serviços de conserto, manutenção e customização de armas de fogo realizados por pessoas sem licença da Polícia Federal.
G1 > Caruaru e Região

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