Prefeito de João Pessoa diz que apoia investigação da PF sobre atuação de grupo criminoso em órgãos públicos


Cícero Lucena afirmou que se for comprovada a ligação de servidores com os crimes apontados pela PF eles serão punidos. Filha do prefeito, que também é secretária executiva de Saúde, está entre os alvos. Cícero Lucena (PP) prefeito de João Pessoa Sérgio Lucena/Secom-JP O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), afirmou que dará apoio à Polícia Federal para que sejam apuradas as suspeitas de envolvimento de servidores municipais com uma facção criminosa, objeto da operação Mandare, deflagrada nesta sexta-feira (2) pela Polícia Federal. Até o final da manhã desta sexta (2) foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão pela operação, entre eles nas secretarias de Saúde e Direitos Humanos da capital, e na residência da secretária executiva de Saúde da capital paraibana e filha do prefeito, Janine Lucena. "Nós temos mais de 27 mil servidores na Prefeitura. O que eu espero é que a polícia apure se eventualmente existir servidores entre esses suspeitos, para que caso eles tenham alguma culpa sejam devidamente responsabilizados", disse o prefeito. Em relação ao suposto envolvimento da sua filha, o prefeito disse que a investigação seria apenas por ter sido registrado em seu celular o recebimento de uma ligação proveniente de uma pessoa que estava dentro de um presídio. "Ela é uma mulher pública. Se você ligar, ela lhe atende. Mais que isso não existe nada", disse Cícero Lucena. De acordo com as investigações, um preso, cujo celular foi apreendido, teria posição de liderança na organização criminosa Nova Okaida, tendo articulado a obtenção de vantagens em órgãos públicos. A PF aponta que homem, preso na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1, conseguiu indicar pessoas para a ocupação de cargos, em troca de dar apoio para que agentes municipais conseguissem adentrar em comunidades controladas ou que sofrem influência do crime organizado. Operação Mandare As informações que desencadearam a o operação foram coletadas a partir da quebra de sigilo telefônico e telemático do preso. A suspeita de irregularidades apontam para as secretarias municipais de Saúde e de Direitos Humanos e Cidadania de João Pessoa e a Empresa de Limpeza Urbana (Emlur). Em nota, divulgada na manhã desta sexta, a Prefeitura afirmou que se coloca à disposição para cooperar integralmente com as investigações. "O Poder Executivo Municipal reitera que condena veementemente qualquer tipo de ato ilícito e que determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar a responsabilidade dos servidores citados na investigação", diz a nota. A operação foi batizada de Mandare e contou com o apoio da Polícia Militar da Paraíba. Participaram das diligências 44 policiais federais e 40 policiais militares. Vídeos mais assistidos do g1 na Paraíba.

Dino

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